Segundo o Ministério da Saúde, a medida não invalida a eficácia da vacina nem altera as evidências de proteção observadas até agora. Os imunizados permanecem protegidos, e o acompanhamento epidemiológico continua para monitorar a população vacinada. A pasta reforça que a decisão foi adotada por segurança e transparência. Até o momento, não há indicação de perda do efeito protetor já demonstrado. As análises seguem em andamento para esclarecer os eventos relatados.
A suspensão não afeta a Qdenga, vacina desenvolvida pela farmacêutica Takeda e incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) no fim de 2023. O imunizante segue disponível gratuitamente pelo SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Essa é a faixa etária com maior número de internações por dengue depois dos idosos. A medida de suspensão do Butantan não interfere na oferta da Qdenga na rede pública. A Anvisa ainda não aprovou o uso do imunizante para pessoas com mais de 60 anos. A recomendação, por enquanto, permanece restrita ao público definido pelo programa nacional.
A vacina está disponível nas Unidades de Saúde Dr. Norman Storto e Dr. Akira Motomatsu.
O atendimento ocorre das 7h30 às 16h30. A orientação é procurar a unidade de referência com documento pessoal e cartão de vacinação.
“A dengue é uma doença grave, que pode evoluir com complicações e até levar à morte. Por isso, a vacinação é a forma mais importante de prevenção”, afirmou a enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Jéssica Minuzzo. A recomendação reforça a importância de manter o esquema vacinal em dia e seguir as orientações das equipes de saúde. Mesmo com a suspensão temporária de uma das vacinas, as autoridades pedem que a população continue buscando proteção contra a doença.