Profissionais das áreas de educação, saúde e assistência social participaram de uma capacitação no CRIE sobre violência sexual contra crianças e adolescentes. A ação reforça o compromisso da rede de proteção municipal com a prevenção e o combate a essa grave violação de direitos, melhorando os processos de atendimento e encaminhamento.
A formação acontece em um período importante: o 18 de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data mobiliza órgãos públicos e a sociedade para ampliar a conscientização e melhorar a atuação diante de situações de violência. Nesse contexto, a capacitação é estratégica para aprimorar protocolos e fortalecer a proteção integral.
A capacitação foi realizada no CRIE e reuniu servidores e equipes técnicas que atuam diretamente no atendimento a crianças e adolescentes. O encontro contou com a participação de um delegado de polícia e de um promotor de justiça.
A condução ficou a cargo da especialista em educação protetiva Mônica Schoene, que apresentou orientações práticas para prevenção, identificação de sinais e encaminhamentos. Durante a atividade, foram discutidos o cenário atual da violência sexual contra crianças e adolescentes, situações de risco atuais (família, relações e ambiente digital), sinais de alerta e observação ampla do comportamento, limites, consentimento e desenvolvimento, o papel dos profissionais na proteção e prevenção e a integração entre serviços e fortalecimento da rede.
Segundo a administração, investir na formação contínua de profissionais de diferentes áreas é essencial para consolidar uma atuação coordenada e efetiva da rede de proteção municipal.
Em muitos casos, a escola e as unidades de saúde são os primeiros locais onde se percebe mudanças de comportamento e indícios de violação. A articulação entre equipes permite orientar famílias, garantir acolhimento e encaminhar a vítima para atendimento especializado, reduzindo riscos e danos.
Casos suspeitos devem ser comunicados aos canais oficiais, para que a rede de atendimento seja acionada e as vítimas recebam proteção imediata. Denuncie: disque 100 ou 61 99611 0100.